segunda-feira, 9 de agosto de 2010

POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL A SAÚDE DO HOMEM


A política tem um plano dividido em nove eixos de ação a serem executados até 2011 e prevê o aumento de até 570% no valor repassado às unidades de saúde por procedimentos urológicos e de planejamento familiar, como vasectomia, e a ampliação em até 20% no número de ultrassonografias de próstata.

Por meio dessa iniciativa, o governo federal quer que, pelo menos, 2,5 milhões de homens na faixa etária de 20 a 59 anos procurem o serviço de saúde ao menos uma vez por ano. Além de criar mecanismos para melhorar a assistência oferecida a essa população, a meta é promover uma mudança cultural.

A nova política coloca o Brasil na vanguarda das ações voltadas para a saúde do homem. O país é o primeiro da América Latina e o segundo do continente americano a implementar uma política nacional de atenção integral à saúde do Homem. O primeiro foi o Canadá. A política está inserida no contexto do Programa “Mais Saúde: Direito de Todos”, lançado em 2007 pelo Ministério da Saúde para promover um novo padrão de desenvolvimento focado no crescimento, bem-estar e melhoria das condições de vida do cidadão brasileiro.

VARIÁVEIS CULTURAIS – As ações da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem buscam romper os obstáculos que impedem os homens de frequentar os consultórios médicos. Entre os seus subsídios está uma pesquisa feita com sociedades médicas brasileiras e conselhos de saúde. Divulgado em 2008, o levantamento ouviu cerca de 250 especialistas e mostrou que a população masculina não procura o médico por conta de barreiras culturais, entre outras.

Na maioria das vezes, os homens recorrem aos serviços de saúde apenas quando a doença está mais avançada. Assim, em vez de serem atendidos no posto de saúde, perto de sua casa, eles precisam procurar um especialista, o que gera maior custo para o SUS e, sobretudo, sofrimento físico e emocional do paciente e de sua família.

A não-adesão às medidas de saúde integral por parte dos homens leva ao aumento da incidência de doenças e de mortalidade. Números do Ministério da Saúde mostram que, do total de mortes na faixa etária de 20 a 59 anos – população alvo da nova política -, 68% foram de homens. Ou seja, a cada três adultos que morrem no Brasil, dois são homens, aproximadamente. Os últimos dados de óbitos consideram o ano de 2005. Além disso, números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que, embora a expectativa de vida dos homens tenha aumentado de 63,20 para 68,92 anos de 1991 para 2007, ela ainda se mantém 7,6 anos abaixo da média das mulheres.

fonte. http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=33061

quinta-feira, 4 de março de 2010

Por que o homem não vai ao médico?!

Levantamento feito com as sociedades médicas brasileiras, antropólogos, psicólogos, membros do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), em que foram ouvidos cerca de 250 especialistas mostrou que os homens não costumam freqüentar os consultórios por conta de três barreiras principais: cultural, institucionais e médicas. A pesquisa serviu como subsídio para a política nacional de atenção à saúde do homem, implementada no Sistema Único de Saúde.
“Não adianta criarmos a política se o homem não for às unidades de saúde, isso acarretará em mais custos para o SUS. Hoje do jeito que funciona, os homens buscam os serviços quando já têm que se internar, isso gera custos para o sistema, custos psicológicos para o homem e para a família, além da dor e sofrimento”, alerta o coordenador da área técnica de saúde do homem do Ministério da Saúde, Baldur Schubert.
Dentre as barreiras culturais Schubert cita o conceito de masculinidade vigente na sociedade, no qual o homem se julga imune às doenças, consideradas por ele sinais de fragilidade. O homem como provedor, não pode deixar de trabalhar para ir a uma consulta. “Eles não reconhecem a doença como algo inerente à condição do homem, por isso acham que os serviços de saúde são destinados às mulheres, crianças e idosos”, explica o médico. Além disso, outra dificuldade é que eles não acreditam em profilaxia, o que prejudica o trabalho em prevenção.
Em relação às barreiras institucionais, o levantamento mostrou que os homens não são ouvidos nas unidades adequadamente, por isso freqüentam pouco esses locais. O fato de grande parte dos serviços serem formados por profissionais mulheres, também impede que eles encontrem espaço adequado para falar sobre a vida sexual, como por exemplo, relatar uma impotência. De maneira geral faltam estratégias para sensibilizar e atrair os homens aos ambulatórios
Sobre as barreiras médicas, o especialista enumera a falta de postura adequada dos profissionais de saúde e as consultas com duração muito curta. “Os médicos precisam dar mais atenção nas consultas para estabelecer uma relação médico-paciente ótima”, alerta. Como enfrentar esses aspectos para provocar a mudança de comportamento é o grande desafio da política de saúde do homem. “Será preciso desaprender e reaprender o aspecto cultural. O homem deixou de ser o machão do passado e a sociedade está reformulando o conceito de masculinidade, para isso precisaremos da ajuda da mídia”, afirma o coordenador.
Será preciso também contar com a ajuda das empresas para que elas criem programas que estimulem seus funcionários a visitarem profissionais de saúde. Em geral eles não querem deixar o horário de expediente para ir ao consultório, pois acham perda de tempo. Uma saída seria a criação de espaços de atendimento em saúde na própria empresa. Outra solução seria a inserção do cuidado com o homem nas equipes de Saúde da Família, que já foi implementado.
Dentre as situações que mais matam o homem, até os 40 anos, estão as causas externas (violência, agressões e acidentes de trânsito/trabalho). Depois dos 40 anos, em primeiro lugar estão as doenças do coração e em segundo os cânceres, principalmente do aparelho respiratório e da próstata.


Fonte: http://portal.saude.gov.br

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

HOMENS QUE ESTUPRAM HOMENS!

Este é um assunto ainda mais que tabu assumir a homossexualidade: homens que foram estuprados, em sua grande maioria, carregam o fardo para o resto da vida, sem nunca tocar no assunto. E o tabu aumenta mais quando os meios de comunicação levam o público à associar a imagem de estuprador de homens com o homossexual. Mas a realidade é que a quase a totalidade de homens que estupram homens ou meninos são heterossexual. Além de todos os problemas enfrentados pelas mulheres quando são estupradas. Os homens que passam pela traumatizante experiência ainda têm que enfrentar outros fantasmas: eles sentem que sua masculinidade foi abalada. O próprio fato físico de que o homem estuprado pode ter uma ereção e até ejaculação durante o ato, leva a um questionamento sobre sua própria identidade sexual, achando que por este motivo é gay. A vítima também pode se tornar um homofóbico, porque toda imagem que remeta ao seu trauma vai lhe causar repulsa. Sem atendimento psicológico ou apoio de grupos específicos, o homem estuprado pode desenvolver problemas profundos: alcoolismo e tentativas de suicídio são alguns dos resultados. O estuprador, por seu lado, é um ser neurótico que busca não a satisfação sexual, mas sim o poder, o controle sobre a situação e a humilhação do outro, que ele subjuga momentaneamente. Não ter meios de ver seu caso retratado com sensibilidade se converte em novo problema. Um dos poucos filmes que falam a respeito do assunto, por exemplo, é Príncipe das Marés, onde o personagem principal, interpretado por Nick Nolte, só consegue se abrir em relação ao assunto com a psicóloga (Bárbara Streisand) da irmã, que tentou o suicídio. Ele e os irmãos foram estuprados ainda na infância por assaltantes que invadiram sua casa. No entanto, outro mito que cai por terra é justamente este: na maior parte dos casos, meninos e homens são estuprados por pessoas que eles conhecem e até familiares próximos. Já no Brasil, o estupro de meninos e homens estão camuflados parece não existir. A legislação brasileira caracteriza o estupro como o ato de um homem violentar uma mulher. "O estupro, segundo a lei brasileira, é a conjunção carnal mediante violência ou grave ameaça contra a mulher. Conjunção carnal é cópula pêni-vaginal. O agressor tem que ter pênis. A vítima tem que ter vagina. A cópula com outras partes do seu corpo descaracteriza o estupro. A violação anal, oral ou interfemural, por exemplo, não é estupro, mas atentado violento ao pudor. Além da vagina (em 1940 o Código Penal foi pleonástico), a vítima do estupro tem que ser mulher. Como não há estupro de homem, a violência sexual ficará sem punição. Remanescerá, neste caso apenas o constrangimento ilegal, que em comparação com o estupro e o atentado, tem pena simbólica. Além disso, aqui no Brasil, só se fala do estupro de homens por outros homens em ambientes marginais, como as prisões. Nos Estados Unidos, as pesquisas indicam que hoje, mais de 10% dos casos de estupro têm homens como vítimas. Mas se na Grã-Bretanha, tão avançada, as estatísticas mostram pífios 342 casos anuais de homens estuprados, e estima-se que 90% dos casos não sejam relatados, imagine-se tocar no assunto aqui abaixo da linha do equador.


Fonte: http://pt.shvoong.com/humanities/1615973-homem-que-estupra-homem/