sexta-feira, 24 de abril de 2009

Par ouvir, dançar e refletir!!!

Criança.com

Antônia

Composição: Cindy Mendes

Din din, don don
Din din, don don
Nossas crianças estão virando .com
Din din, don don
Din din, don don
O doce delas agora não é bombom


Hoje não tem mais essa de nenem
Nem rola mais "gugu-dádá", "tem-tem"
A salada mista é tirar a roupa
Coisa de criança, ficar nu, beijo na boca
Sem essa de mina brincar com boneca
Deixou cair a peteca, já trocou pelo boneco
Levando bem mais a sério a brincadeira de médico
As pequeninas não sonham em ser Chiquititas
Querem
ser coelhinhas da Playboy e não Paquitas
Já era
O "xuxuxu xaxaxa", o ritmo é outro
Quem não sabe vai dançar
Sopa de letrinhas agora escreve em frases proibidas,
Prtaticadas e não lidas e passam despercebidas
Hum baba baba baby baba, no escuro das baladas
Rola até o impossível, tudo menos palavras
Na era do silicone, novos tempos
Onde só conta o ibope
Mesmo quem não tem estilo levanta fã do Botox


Din din, don don
Din din, don don
Nossas crianças estão virando .com
Din din, don don
Din din, don don
O doce delas agora não é bombom


Estar na moda toda hora virou papo que incomoda
Tô por fora dessa onda que afoga a liberdade
E a simplicidade do cabelo black power, jeans e top
Então se jogue e não se inforque
Sejá livre como eu sou, seja no reagge, samba ou hip-hop
Eu não seguindo as vezes o shopping
Chega de regras
Tô no limite, não gosto de rédias
Tá tudo errado, quer a drama? Já virou comédia (então me erra)
Tô afim de sair do padrão
Só faço rimas porque ninguém gosta de ouvir sermão
(mas vê se liga)
Na era da Internet, Orkut
Barbie, Balão Mágico só minha mãe que curte
Não é mais minas contra minos, é diferente o esquema
No clube do Bolinha e o da Luluzinha mudou o sistema
É muito louco mas essa loucura passou do limite
Seguir tudo a todo custo pra agradar quem te assiste


Din din, don don
Din din, don don
Nossas crianças estão virando .com
Din din, don don
Din din, don don
O doce delas agora não é bombom


Tô dizendo o que acho, sem deboche ou esculacho
Com um pouco de ironia mas é sério o que eu falo
Não tem problema se você não concorda
Se a minha rima é torta e esse tema te incomoda
Só abre o olho depressa
Isso também te interessa
Não é conversa furada
Entenda a forma que meu verso expressa
Depois me disse do jeito que tá dá pra ser feliz
Tô falando do que acontece debaixo do seu nariz


Din din, don don
Din din, don don
Nossas crianças estão virando .com
Din din, don don
Din din, don don
O doce delas agora não é bombom

Din din don donnn don donnn hummm

SAÚDE DO HOMEM




Estresse e Ansiedade X Vida Sexual





O estresse e a ansiedade constantes levam o organismo a elevar a produção de determinadas substâncias dentre elas a adrenalina. Em excesso esta substancia impede a ação do ácido nítrico, importante no processo de ereção do pênis.



Aflição, preocupação, medo, nervosismo, tensão, insegurança, dentre outras situações relacionadas aos processos de ansiedade e ou de estresse, podem acarretar a falha do homem na hora H. Portanto, isso é algo normal.



Por desconhecer essa informação, ao falar, muitos homens se apavoram e vão para outras relações já com medo de “broxar”. É isso que acontece.



Por isso, se o homem encontra-se muito nervoso, ansioso, tenso ou preocupado, o melhor é deixar a relação para um outro dia. Caso insista na relação, se falhar o melhor é não se desesperar visto que não necessariamente se trata de uma disfunção erétil ou impotência.



Por outro lado se esse processo repete-se constante mente é recomendável a consulta a um urologista para a realização de exames e a identificação da causa orgânica ou psicológica. Todas essas disfunções eréteis têm tratamento, mas variam de pessoa para pessoa.



Par melhorar o desempenho sexual é aconselhável que o homem pratique atividades físicas, abandone o cigarro, combata a obesidade e dedique um tempo ao lazer.




IVANBERG FONTOURA



isfontoura@yahoo.com.br



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PUNIÇÃO COR-DE-ROSA

Essa semana o técnico do Figueirense, Roberto Fernandes, utilizou uma nova forma de punição aos jogadores que apresentaram um desempenho abaixo de esperado. Ele propôs a utilização de um vestido cor-de-rosa por cima do uniforme. E assim o fez com o jogador Jairo.

Se essa atitude fez melhorar o desempenho do atleta e de seus colegas de trabalho não é o mais interessante aqui. O que me chamou a atenção é o tom machista, homofóbico e humilhante dessa “brincadeira”.

Machismo ou discriminação contra mulheres pode ser identificado pela correlação feita entre o cor-de-rosa (representação feminina) e um ser humano frágil, fraco e incapaz. A homofobia também é notória no momento em que se coloca em xeque a orientação sexual do jogador machão pelo simples fato de estar vestido de rosa, cor esteriotipadamente relacionada aos gays.

É indignante como a mídia noticiou fato tão desprezível como algo curioso, engraçado e no máximo esquisito. Em nenhum momento atentou-se para essas questões de gênero que estão implícitas em nossa SOCIEDADE HETEROANDROCÊNTRICA.


IVANBERG FONTOURA

isfontoura@yahoo.com.br

71-88621298

Para ouvir, dançar e refletir!!!

Rosas

Atitude Feminina

Composição: Indisponível

A cada quinze segundos uma mulher é agredida no Brasil.
E a realidade não é nem um pouco cor-de-rosa.
A cada ano dois milhões de mulheres são espancadas
por maridos ou namorados.

Hoje meu amor veio me visitar
E trouxe rosas para me alegrar
E com lágrimas pede pra eu voltar
Hoje o perfume eu não sinto mais
Meu amor já não me bate mais
Infelizmente eu descanso em paz!

Tudo era lindo no começo, lembra?
Das coisas que me falou que era bom, sedução
Uma história de amor
Vários planos, desejo, ilusão
E daí?
Não tinha nada a perder
Queria sair dali
No lugar onde eu morava me sentia tão só
Aquele cheiro de maconha e o barulho de dominó
A molecada brincava na rua
E eu cheia de esperança
De encontrar no futuro a paz
Sem tiroteio vingança
E ele veio como quem não quisesse nada
Me deu um beijo e me deixou na porta de casa
Os meus olhos brilhavam estava apaixonada!
Deixa de ser criança! – a minha mãe falava
Que no começo tudo é festa e eu ignorava
Deixa eu viver meu futuro se “pá”
Não dar nada menina boba iludida
Sabe de nada da vida
Uma proposta ambição de ter uma família
Me entreguei até a alma e ele não merecia
O meu pai embriagado nem lembrava da filha
O meu príncipe encantado meu ator principal
Me chamava de filé e eu achava legal
No começo tudo é festa
Sempre é bom lembrar!
Hoje estou feliz o meu amor veio me visitar

Refrão
Hoje meu amor veio me visitar
E trouxe rosas para me alegrar
E com lágrimas pede pra eu voltar
Hoje o perfume eu não sinto mais
Meu amor já não me bate mais
Infelizmente eu descanso em paz!

Numa atitude pensada sai de casa
Pra ser feliz
Não dever satisfação ser dona do meu nariz
Não agüentava mais ver a minha mãe sofredora
Levar porrada do meu pai embriagado e a toa
Meu irmão se envolvendo com as paradas erradas:
cocaína, maconha, 157
Ah, mas eu estava feliz no meu lar doce-lar

Sua roupa, olha só!
Tinha prazer de lavar
Mas alegria de pobre dura pouco, diz o ditado
Ele ficou diferente agressivo, irritado
Chegava tarde da rua aquele bafo de pinga
Batom na camisa e cheiro de rapariga
Nem um ano de casado, ajuntado sei lá
Não sei pra que cerimônia o importante é amar
Amor de tolo amor de louco, que foi que aconteceu?
Me mandou calar a boca e não me respondeu
Insistir foi mal, ele me bateu
No outro dia me falou que se arrependeu
Quem era eu pra julgar?
Queria perdoar
Hoje estou feliz o meu amor veio me visitar

Eu tava a 4 meses grávida, ele me deu uma surra tão violenta
que eu cai, desmaiei ai quando eu acordei eu tava numa poça de
sangue assim que tinha saido da minha boca e do meu rosto
ele me catou assim pelos meus cabelos me puxou e falou:
Você vai morrer!

Refrão
Hoje o perfume eu não sinto mais
Meu amor já não me bate mais
Infelizmente eu descanso em paz

Quase
2 anos e a rotina parecia um inferno
Que saudade da minha mãe
Desisti do colégio
A noite chega madrugada e meu amor não vinha
Quanto mais demorava, preocupada mais eu temia
Não estava agüentando aquela situação
Mais hoje tudo vai mudar ele querendo ou não
Deus havia me escutado há uns dois meses atrás
Aquele filho na barriga era esperança de paz
Tantos conselhos me deram de nada adiantou
Era a mulher mais feliz, o meu amor chegou
Que pena!
Novamente embriagado.
Aquele cheiro de maconha
Inconfundível, é claro
Tentei acalma-lo ele ficou irritado
Começou a quebrar tudo loucamente lombrado
Eu falei que estava grávida ele não me escutou
Me bateu novamente mais dessa vez não parou
Vários socos na barriga, lá se vai a esperança
O sangue escorre no chão, perdi a minha criança
Aquele monstro que um dia prometeu me amar
Parecia incontrolável eu não pude evitar
Talvez se eu tivesse o denunciado
Talvez se eu tivesse o deixado de lado
Agora é tarde
Na cama do hospital
Hemorragia interna o meu estado era mal
O sonho havia acabado e os batimentos também
A esperança se foi pra todo sempre, amém!
Hoje meu amor implora pra eu voltar
Ajoelhado, chorando
Infelizmente não da
Agora estou feliz ele veio me visitar
É dia de finados, muito tarde pra chorar.

Refrao
Hoje meu amor veio me visitar
E trouxe rosas para me alegrar
E com lágrimas pede pra eu voltar
Hoje o perfume eu não sinto mais
Meu amor já não me bate mais
Infelizmente eu descanso em paz!

É muito importante que o limite seja posto pela mulher
Não vou aceitar uma situação de violência dentro da minha casa!

SAÚDE DO HOMEM

O baixo cuidado com a saúde masculina!


Quando se fala em baixo cuidado com a saúde masculina deve-se destacar três pontos importantes: a negligência do profissional de saúde, das políticas de saúde e também do próprio homem. Tal negligência é reflexo do MODELO HEGEMÔNICO DE MASCULINIDADE entendido como uma dominação do homem para controlar possíveis atitudes femininas, como fraqueza e expressão de emoções em seus comportamentos.

As relações de gênero, construídas socialmente, resultam em diferenças entre homens e mulheres notoriamente presentes nos serviços de saúde. As ações dos centros de saúde são especialmente direcionadas à criança, ao adolescente e à mulher. Não esquecendo de também lembrar que os homens são praticamente INVISÍVEIS para o SUS visto que possuem a imagem de detentores de poder e agentes de opressão.

Ao analisar essa falta de cuidado do homem com a sua própria saúde novamente pode-se observar uma estreita associação com questões de gênero. A negação da dor, a negação das emoções e a falta de cuidado e/ou preocupação com o corpo e a fórmula do super-machão invulnerável que jamais aceitaria ser visto como frágil.

Segundo o IBGE, numa pesquisa realizada com a população masculina em 2006, os homens apresentaram maior mortalidade em todas as idades até os 79 anos. Entre os homens jovens (15-29 anos) especificamente, o índice de mortalidade é dado principalmente por causas externas (acidentes de transporte e agressões especialmente).

Faz-se necessário, portanto, que haja um incentivo à população masculina a procurar os serviços de saúde em como a imediata implantação de uma política de saúde voltada aos homens. As Unidades Básicas de Saúde (serviços de atenção primária) devem ser ambientes acolhedores aos homens e os profissionais devem estar preparados para o atendimento e escuta das queixas masculinas.



IVANBERG FONTOURA

isfontoura@yahoo.com.br

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