quinta-feira, 30 de outubro de 2008

DEZ PASSOS PARA UMA VIDA SAUDÁVEL

Os Dez Passos para uma Alimentação Saudável são
orientações práticas sobre alimentação para pessoas
saudáveis com mais de dois anos de idade. Caso você
tenha alguma doença como diabetes, hipertensão,
colesterol alto e necessite de orientação nutricional
específi ca procure um nutricionista.
Comece escolhendo aquela orientação que lhe pareça
mais fácil, interessante ou desafi adora e procure segui-la
todos os dias. Não é necessário que você tente adotar
todos os passos de uma vez e também não é preciso
seguir a ordem dos números sugerida nos 10 passos.
1.Faça pelo menos 3 refeições (café-da-manhã,
almoço e jantar) e 2 lanches saudáveis por dia.
Não pule as refeições.
2.Inclua diariamente 6 porções do grupo do cereais
(arroz, milho, trigo, pães e massas), tubérculos
como as batatas e raízes como a mandioca nas
refeições. Dê preferência aos grãos integrais e
aos alimentos na sua forma mais natural.
3.Coma diariamente pelo menos 3 porções de
legumes e verduras como parte das refeições e
3 porções ou mais de frutas nas sobremesas e lanches.
4.Coma feijão com arroz todos os dias ou , pelo
menos, 5 vezes por semana. Esse prato brasileiro
é uma combinação completa de proteínas e bom
para a saúde.
5.Consuma diariamente 3 porções de leite e
derivados e 1 porção de carnes, aves, peixes ou
ovos. Retirar a gordura aparente das carnes e a
pele das aves antes da preparação torna esses
alimentos mais saudáveis!
6.Consuma, no máximo, 1 porção por dia de óleos
vegetais, azeite, manteiga ou margarina.
7.Evite refrigerantes e sucos industrializados,
bolos, biscoitos doces e recheados, sobremesas
e outras guloseimas como regra da alimentação.
8.Diminua a quantidade de sal na comida e retire o
saleiro da mesa.
9.Beba pelo menos 2 litros (6 a 8 copos) de água
por dia. Dê preferência ao consumo de água nos
intervalos das refeições.
10.Torne sua vida mais saudável. Pratique pelo
menos 30 minutos de atividade física todos os
dias e evite as bebidas alcoólicas e o fumo.

Retirado de Guia Alimentar de Bolso do Ministério da Saúde.

Câncer de Mama

Essa semana quero escrever a respeito de um tema interessante o qual relaciona-se com o quão é importante para o profissional de saúde saber atuar junto a um problema que é influenciado/provocado por questões de gênero.
No Brasil e no mundo a incidência do câncer de mama vem aumentando e aparecendo cada vez mais cedo na vida da mulher. Além disso, em nossa sociedade, o câncer adquiriu significados relacionados a culpa, punição, deterioração, dor e morte, o que aumenta o sofrimento psicológico das doentes.
O tratamento para o câncer de mama, especialmente a cirurgia, provoca uma série de conseqüências físicas e emocionais para a mulher que vão influenciar desde o desempenho de suas atividades diárias até o desempenho de seu papel na sociedade visto que pode comprometer em variados graus a auto-estima, a imagem corporal e a identidade feminina.
O seio constitui um ícone da identidade feminina, um instrumento de poder; sua falta limita a possibilidade de controlar seu corpo e sua sexualidade, dificultando, desta maneira, o cuidado de si
É grande a importância da educação em saúde para a prevenção do câncer de mama bem como a necessidade da construção do trabalho em equipe para a eficácia do tratamento e recuperação das mulheres mastectomizadas. A reabilitação da mulher submetida a uma cirurgia por câncer de mama requer, portanto, uma assistência multiprofissional, na qual é grande a importância do papel do/a enfermeiro/a. Nesse processo de reabilitação, ela deverá receber informações a respeito dos cuidados após a cirurgia, orientações e informações sobre as diferentes etapas de recuperação, informações sobre outros tratamentos, como radioterapia e quimioterapia. Aí entra a importância de uma boa comunicação entre profissional e cliente. Além disso, nós precisamos também desenvolver trabalhos educativos junto à família, e, em especial, junto ao parceiro. Já se percebeu em alguns trabalhos que a mulher pode se recuperar mais rapidamente quando o marido a apóia nas atividades domésticas, se aproxima mais dela em atividades de lazer,proporciona maior afeto, estímulo do auto-cuidado, etc.
Nós, profissionais de saúde, precisamos compreender melhor esses aspectos que influenciam o sofrimento da mulher com câncer de mama para que possamos assisti-la de maneira mais eficiente e abrangente.

IVANBERG FONTOURA

isfontoura@yahoo.com.br

71-88621298

Licença Maternidade de 6 meses

Essa semana pude ler alguns textos relacionados a questão da ampliação do tempo da licença maternidade, projeto desenvolvido pela senadora Patrícia Saboya (PDT-CE). Inicialmente, por ingenuidade, imaginei que seria algo sensacional, pois o bebê ficaria mais tempo com a mãe podendo se desenvolver melhor, ter uma maior atenção.
Entretanto surge imediatamente uma questão importante, essa extensão não é obrigatória, ou seja, é sujeita a negociação entre patrões e trabalhadoras. Além desse problema, o projeto garante às empresas que negociarem a extensão, uma isenção fiscal no imposto de renda. Ou seja, ao aderir a esse projeto, as empresas seria classificadas como EMPRESA CIDADÃ, visto que estariam desenvolvendo um trabalho social.
Muitos governos e empresas já aderiram à lei, o que, além de enriquecer mais os empresários, reforça o papel exclusivo da mulher na criação e educação dos filhos, pois proíbe que a mulher exerça qualquer atividade remunerada durante este período ou matricule o filho numa creche. Além de não incluir o pai na responsabilidade da educação, o que reforça a lógica machista da sociedade, também isenta o Estado de suas obrigações.
Enfim, o aumento da licença-maternidade não está relacionado apenas à amamentação. A solução não é deixar a mãe em casa quatro, seis, dez meses.Faz-se necessária a ampliação da licença maternidade como um direto garantido a todas as, sem concessões de isenção fiscal, e estendido aos pais, que devem fazer parte da educação dos filhos. É necessário, ainda, ampliar o número de creches e, inclusive, garantir à mulher trabalhadora a opção pela maternidade, com ampliação dos empregos, boas condições de atendimento nas redes públicas de saúde e educação, congelamento dos preços dos alimentos e aumento dos salários.

Ivanberg Fontoura

Doação de sangue

O Brasil necessita diariamente de 5.500 bolsas de sangue.A doação de sangue é segura e não demora mais de 1/2 hora. Todo o material utilizado é descartável e oferece total segurança ao doador de sangue.
A grande maioria das pessoas só doa sangue quando alguém pede. Essa afirmação reflete duas irresponsabilidades do sistema de saúde: a primeira está relacionada à inexistência de sangue estocado em condições de uso com segurança, é necessário tecnicamente um intervalo de dias para que o sangue coletado possa ser utilizado e todo cidadão tem direito a isto; a segunda relaciona-se ao tratamento reducionista que as instituições hospitalares dão ao assunto, transformando um problema de ordem coletiva e de interesse de toda a comunidade em uma questão individual ou familiar: a família da vítima ou paciente é transformada em agenciadora de doadores. Isso é um absurdo, pois somos nós, profissionais de saúde, os responsáveis pela organização de campanhas educativas que estimule a sociedade a realizar constantemente a doação. Essa responsabilidade é de todos nós e não podemos simplesmente “cruzar os braços’ e contar com a sorte.
Eu li uma coisa muito interessante em um determinado site específico sobre doação de sangue.”Alguns grupos de pessoas resolvem periodicamente fazer um protesto e para chamar atenção fazem doação de sangue. Torcidas organizadas de clubes de futebol resolveram recentemente fazer uma medida de força em Curitiba no Paraná, cujo parâmetro era a quantidade de sangue que cada torcida conseguisse num certo período. Há na cidade de Canoinhas –Sc uma organização denominada “excursão do sangue”. Eles escolhem uma cidade ou uma entidade e vão até lá, como uma verdadeira excursão, somente para doar sangue.”
Algumas questões influenciam na decisão e disposição de doar sangue. Entre os principais temores podemos citar :- Dependência da doação, ou seja, o indivíduo crê que o ato deverá ser repetido sempre, depois da primeira doação de sangue.- Enfraquecimento orgânico.- Contaminação com doenças infecto-contagiosas.- Tabus, preconceitos populares.- Príncipios místicos e religiosos.- Fobia, comodismo, falta de informações.
Diante dessas questões faz-se necessário que campanhas educativas de combate à esses mitos sejam desenvolvidas e os principais responsáveis somos nós enfermeiros. Além do combate aos mitos é necessário também que os postos de coleta sejam ampliados como, por exemplo, sejam instalados periodicamente em faculdades e outros locais de melhor acesso. Aqui em salvador o posto do HEMOBA encontra-se em um local de dificílimo acesso. Outra questão a ser analisada é a postura dos profissionais. Nós precisamos ser mais bem acessíveis à comunidade, devemos estar disponíveis à sempre dar informações e tranqüilizar as pessoas a respeito dos benefícios da doação.
Enquanto os cientistas não desenvolverem efetivamente um sangue artificial há necessidade da conscientizarão de doar sangue e salvar vidas.
Se você tem medo de doar sangue, pelo menos pode doar qualquer quantia em dinheiro para uma das 50 Melhores Entidades do Brasil. Doe o equivalente ao custo operacional por doador que todo Banco de Sangue tem, aproximadamente, R$100,00.

Ivanberg Fontoura

Requisitos para doar sangue

Você deve ter mais de 18 e menos de 60 anos; Seu peso deve ser superior a 50 kg; Se homem, deve ter doado há mais de 60 dias; Se mulher deve ter doado há mais de 90 dias; não estar grávida; não estar amamentando; já terem se passado pelo menos 3 meses de parto ou aborto;Se você não teve Hepatite após os 10 anos de idade; Se você não teve contato com o inseto barbeiro, transmissor da Doença de Chagas; Se você não teve malária ou esteve em região de malária nos últimos 6 meses; Se você não sofre de Epilepsia; Se você não tem ou teve Sífilis; Se você não é diabético; Se você não tem tatuagens recentes (menos de 1 ano); Se você não recebeu transfusão de sangue ou hemoderivados nos últimos 10 anos; Se você não ingerir bebidas alcoólicas nas 24hs que antecedem a doação; Se você estiver alimentado e com intervalo mínimo de 2 horas do almoço; Se você dormiu pelo menos 6 horas nas 24hs que antecedem a doação; Se você não se expõe ao risco de contrair o vírus da AIDS, tendo comportamentos como: * não usar preservativos em relações sexuais* Ter tido mais de dois parceiros sexuais nos últimos 3 meses* usar drogas injetáveis

Antes da doação você vai passar por uma entrevista de triagem clínica, na qual podem ser detectadas algumas condições adicionais que possam impedir sua doação. Após cada doação serão realizados os seguintes exames em seu sangue:
-Tipagem sangüínea ABO e Rh; -Pesquisa de anticorpos eritrocitários irregulares; -Teste de Coombs Direto; - Fenotipagem do Sistema Rh Hr( D,C,E.c,e) , Fenotipagem de outros sistemas; - Testes sorológicos para: Hepatite B, Hepatite C, Doença de Chagas, Sífilis, HIV (AIDS), HTLV I/II;

Todas as vezes que você doar sangue serão feitos todos esses testes, e você receberá o resultado em cada doação.

fonte: Banco de Sangue Paulista

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Obesidade Infantil


Até bem pouco tempo atrás, criança gordinha, cheia de dobras, era sinônimo de criança saudável, pois a preocupação de pais e pediatras era com a desnutrição. Isso tornou-nos tolerantes socialmente em relação à obesidade, e hoje, mais de 30% dos brasileiros apresentam excesso de peso.
Uma das causas da obesidade entre as crianças é a falta de atividade física. Muitas crianças não estão gastando energia nas brincadeiras próprias da idade, como correr nas praças, andar de bicicleta, subir nas árvores, optando por atividades que não queimam muitas calorias. As crianças ficam em casa, dentro de seus quartos, sentadas ou deitadas na cama, navegam pela internet, assistem vídeos ou estão ligadas nos canais de TV. Sozinho, esse sedentarismo não é causa suficiente para originar a obesidade, mas, se associado a uma alimentação não balanceada, com excesso de calorias, pode transformar a criança em um obeso
A obesidade infantil pode provocar conseqüências danosas à saúde da criança. É um mal que provoca, ainda na infância, problemas de coluna, nas articulações, fere a auto-estima e leva à rejeição social. Ao atingir a fase adulta, pode provocar o aparecimento de diabetes e, segundo estudos realizados no mundo inteiro, também está ligada a vários fatores de risco para doenças do coração, entre eles hipertensão arterial e taxas elevadas de colesterol e triglicérides.
O número de crianças obesas tem crescido nos últimos anos. Estudos demonstram que o número de crianças acima do peso triplicou nos últimos 30 anos no Brasil. Esse crescimento foi detectado nas classes economicamente mais privilegiadas, mas pesquisadores prevêem que aconteça com as crianças o mesmo que ocorreu na população adulta: com o tempo, a tendência é que o problema aumente entre as classes mais empobrecidas. Eles acreditam que a obesidade infantil vai se tornar um problema de saúde pública no país, assim como já ocorre com a obesidade entre adultos e já acontece em outros países, como os Estados Unidos.
Uma pesquisa realizada pela UEFS identificou que crianças obesas ou com sobrepeso apresentam 13 vezes mais chance de desenvolver a doença do que crianças com peso adequado. As que freqüentam escolas particulares também estão entre as mais afetadas. A Obesidade infantil é um importante preditor (antecessor) de obesidade na vida adulta e de vários problemas de saúde, como distúrbios psicossociais, desordens ortopédicas, disfunções respiratórias, diabete melito e hipertensão arterial. No entanto, muitos desses distúrbios têm aparecido já na infância. É o caso da hipertensão arterial, como mostra um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Feira de Santana e da Universidade Federal da Bahia com 701 estudantes com idade entre cinco e nove anos.
Diante dessas questões faz-se necessário que nós, profissionais de saúde, desenvolvamos ações educativas que informe aos pais quais os métodos preventivos para a obesidade infantil.Nas unidades de saúde da família há poucos nutricionistas e quem deve fazer esse trabalho educativo/comunicativo junto a população é o/a enfermeiro/a. Essas ações devem atingir tanto as famílias(pais) quanto as escolas. Muitas vezes os pais precisam mudar seus hábitos tendo uma alimentação mais saudável por exemplo pois não adianta tentar que as crianças corrijam-se sem a colaboração dos adultos dentro de suas próprias casas. As escolas devem investir em trabalhos de conscientização dos alunos a respeito de uma boa alimentação.

Mulheres e HIV


Desde o surgimento da AIDS no planeta , muitos métodos diagnósticos e terapêuticos surgiram entretanto questões morais e financeiras ainda impedem acesso ao tratamento e à prevenção. Diante disso 65 milhões de pessoas já foram infectadas com o HIV e mais de 25 milhões morreram.
As mulheres representam 50% das pessoas vivendo com o HIV no mundo e 60% da população infectada na África, conforme destacou o documento final da Sessão Especial sobre HIV/Aids das Nações Unidas, realizada em Nova York, no início de junho Entre o grupo de pessoas infectadas com o vírus HIV abaixo dos 24 anos, dois terços são mulheres. Por razões de ordem biológica, as mulheres estão duas vezes mais sujeitas a ficar infectadas com o vírus HIV durante as relações sexuais, do que os homens.
Entretanto foi reconhecido pela ONU que a desigualdade de gênero e todas as formas de violência contra as mulheres determinadas pelas desigualdades de poder construídas historicamente entre homens e mulheres são fator determinante do crescimento da vulnerabilidade feminina à doença. Ou seja o lugar que as mulheres ocupam na sociedade contribui para que sejam mais vulneráveis. Em vários países a mulher não tem o direito de escolher qual o método de proteção que quer utilizar nem controlar se o seu parceiro utiliza preservativo.
Outras questões como a fome, a miséria, a inexistência de mecanismos que efetivem os direitos humanos das mulheres são também fatores intimamente relacionados com a incidência elevada de infectados/as com o vírus
Mas o que foi que realmente levou a essa grande infecção das mulheres com o vírus da AIDS nesses últimos anos?
- a falta de acesso a serviços de saúde específicos (geralmente as mulheres sabem menos que os homens sobre as formas de transmissão do HIV e os métodos de prevenção) ;
- a persistência de padrões culturais e religiosos que interferem negativamente na adoção de medidas preventivas como o uso do preservativo;
- o acesso limitado ao tratamento com anti-retrovirais;
- a precária autonomia econômica e conseqüente vulnerabilidade ( ou seja, as mulheres dependem da colaboração dos homens para se protegerem do HIV) ;
- a violência doméstica e sexual (mais de um quinto das mulheres afirmam que a sua primeira experiência sexual foi forçada e, além disso, em muitos países mulheres são exploradas através do tráfico humano ou do trabalho sexual)
O uso de preservativos permanece como forma cientificamente comprovada de evitar a transmissão. Não há lógica se pensar ,nos dias de hoje, com a grande liberação sexual, em fidelidade, confiança, “sexo só com meu parceiro” como formas de combate à AIDS. Isso não combate o HIV visto que a maior incidência de casos ocorre entre casados/as.
Vale destacar também a importância do financiamento e a flexibilização das patentes dos medicamentos É preciso mais investimentos do Fundo Global da ONU - não só para os países do continente africano, mas para a América do Sul. A ajuda internacional ainda é escassa, apesar de os indicadores em alguns destes países serem tão alarmantes quanto na África.
A educação, e particularmente um ensino básico de qualidade e completo, confere maior autonomia às jovens e às mulheres e limita os efeitos da desigualdade de gênero. Importante não é só equipar as mulheres com preservativos femininos, mas com habilidades para negociar o seu uso. Permite-lhes ainda entrar em contato com informações sobre aspectos básicos de saúde, incluindo a saúde sexual e saúde para o HIV e Aids, e compreendê-los realmente, o que é essencial para a sobrevivência em um mundo acometido por esta epidemia. Além disso os homens também possuem um importante papel nesse processo certificando-se de que as mulheres ficam menos vulneráveis e respeitando as escolhas das mesmas.

IVANBERG FONTOURA

isfontoura@yahoo.com.br

71-88621298