O baixo cuidado com a saúde masculina!
Quando se fala em baixo cuidado com a saúde masculina deve-se destacar três pontos importantes: a negligência do profissional de saúde, das políticas de saúde e também do próprio homem. Tal negligência é reflexo do MODELO HEGEMÔNICO DE MASCULINIDADE entendido como uma dominação do homem para controlar possíveis atitudes femininas, como fraqueza e expressão de emoções em seus comportamentos.
As relações de gênero, construídas socialmente, resultam em diferenças entre homens e mulheres notoriamente presentes nos serviços de saúde. As ações dos centros de saúde são especialmente direcionadas à criança, ao adolescente e à mulher. Não esquecendo de também lembrar que os homens são praticamente INVISÍVEIS para o SUS visto que possuem a imagem de detentores de poder e agentes de opressão.
Ao analisar essa falta de cuidado do homem com a sua própria saúde novamente pode-se observar uma estreita associação com questões de gênero. A negação da dor, a negação das emoções e a falta de cuidado e/ou preocupação com o corpo e a fórmula do super-machão invulnerável que jamais aceitaria ser visto como frágil.
Segundo o IBGE, numa pesquisa realizada com a população masculina em 2006, os homens apresentaram maior mortalidade em todas as idades até os 79 anos. Entre os homens jovens (15-29 anos) especificamente, o índice de mortalidade é dado principalmente por causas externas (acidentes de transporte e agressões especialmente).
Faz-se necessário, portanto, que haja um incentivo à população masculina a procurar os serviços de saúde em como a imediata implantação de uma política de saúde voltada aos homens. As Unidades Básicas de Saúde (serviços de atenção primária) devem ser ambientes acolhedores aos homens e os profissionais devem estar preparados para o atendimento e escuta das queixas masculinas.
IVANBERG FONTOURA
isfontoura@yahoo.com.br
71-88621298
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