Essa semana o técnico do Figueirense, Roberto Fernandes, utilizou uma nova forma de punição aos jogadores que apresentaram um desempenho abaixo de esperado. Ele propôs a utilização de um vestido cor-de-rosa por cima do uniforme. E assim o fez com o jogador Jairo.
Se essa atitude fez melhorar o desempenho do atleta e de seus colegas de trabalho não é o mais interessante aqui. O que me chamou a atenção é o tom machista, homofóbico e humilhante dessa “brincadeira”.
Machismo ou discriminação contra mulheres pode ser identificado pela correlação feita entre o cor-de-rosa (representação feminina) e um ser humano frágil, fraco e incapaz. A homofobia também é notória no momento em que se coloca em xeque a orientação sexual do jogador machão pelo simples fato de estar vestido de rosa, cor esteriotipadamente relacionada aos gays.
É indignante como a mídia noticiou fato tão desprezível como algo curioso, engraçado e no máximo esquisito. Em nenhum momento atentou-se para essas questões de gênero que estão implícitas
IVANBERG FONTOURA
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