quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Câncer de Mama

Essa semana quero escrever a respeito de um tema interessante o qual relaciona-se com o quão é importante para o profissional de saúde saber atuar junto a um problema que é influenciado/provocado por questões de gênero.
No Brasil e no mundo a incidência do câncer de mama vem aumentando e aparecendo cada vez mais cedo na vida da mulher. Além disso, em nossa sociedade, o câncer adquiriu significados relacionados a culpa, punição, deterioração, dor e morte, o que aumenta o sofrimento psicológico das doentes.
O tratamento para o câncer de mama, especialmente a cirurgia, provoca uma série de conseqüências físicas e emocionais para a mulher que vão influenciar desde o desempenho de suas atividades diárias até o desempenho de seu papel na sociedade visto que pode comprometer em variados graus a auto-estima, a imagem corporal e a identidade feminina.
O seio constitui um ícone da identidade feminina, um instrumento de poder; sua falta limita a possibilidade de controlar seu corpo e sua sexualidade, dificultando, desta maneira, o cuidado de si
É grande a importância da educação em saúde para a prevenção do câncer de mama bem como a necessidade da construção do trabalho em equipe para a eficácia do tratamento e recuperação das mulheres mastectomizadas. A reabilitação da mulher submetida a uma cirurgia por câncer de mama requer, portanto, uma assistência multiprofissional, na qual é grande a importância do papel do/a enfermeiro/a. Nesse processo de reabilitação, ela deverá receber informações a respeito dos cuidados após a cirurgia, orientações e informações sobre as diferentes etapas de recuperação, informações sobre outros tratamentos, como radioterapia e quimioterapia. Aí entra a importância de uma boa comunicação entre profissional e cliente. Além disso, nós precisamos também desenvolver trabalhos educativos junto à família, e, em especial, junto ao parceiro. Já se percebeu em alguns trabalhos que a mulher pode se recuperar mais rapidamente quando o marido a apóia nas atividades domésticas, se aproxima mais dela em atividades de lazer,proporciona maior afeto, estímulo do auto-cuidado, etc.
Nós, profissionais de saúde, precisamos compreender melhor esses aspectos que influenciam o sofrimento da mulher com câncer de mama para que possamos assisti-la de maneira mais eficiente e abrangente.

IVANBERG FONTOURA

isfontoura@yahoo.com.br

71-88621298

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