
Desde o surgimento da AIDS no planeta , muitos métodos diagnósticos e terapêuticos surgiram entretanto questões morais e financeiras ainda impedem acesso ao tratamento e à prevenção. Diante disso 65 milhões de pessoas já foram infectadas com o HIV e mais de 25 milhões morreram.
As mulheres representam 50% das pessoas vivendo com o HIV no mundo e 60% da população infectada na África, conforme destacou o documento final da Sessão Especial sobre HIV/Aids das Nações Unidas, realizada em Nova York, no início de junho Entre o grupo de pessoas infectadas com o vírus HIV abaixo dos 24 anos, dois terços são mulheres. Por razões de ordem biológica, as mulheres estão duas vezes mais sujeitas a ficar infectadas com o vírus HIV durante as relações sexuais, do que os homens.
Entretanto foi reconhecido pela ONU que a desigualdade de gênero e todas as formas de violência contra as mulheres determinadas pelas desigualdades de poder construídas historicamente entre homens e mulheres são fator determinante do crescimento da vulnerabilidade feminina à doença. Ou seja o lugar que as mulheres ocupam na sociedade contribui para que sejam mais vulneráveis. Em vários países a mulher não tem o direito de escolher qual o método de proteção que quer utilizar nem controlar se o seu parceiro utiliza preservativo.
Outras questões como a fome, a miséria, a inexistência de mecanismos que efetivem os direitos humanos das mulheres são também fatores intimamente relacionados com a incidência elevada de infectados/as com o vírus
Mas o que foi que realmente levou a essa grande infecção das mulheres com o vírus da AIDS nesses últimos anos?
- a falta de acesso a serviços de saúde específicos (geralmente as mulheres sabem menos que os homens sobre as formas de transmissão do HIV e os métodos de prevenção) ;
- a persistência de padrões culturais e religiosos que interferem negativamente na adoção de medidas preventivas como o uso do preservativo;
- o acesso limitado ao tratamento com anti-retrovirais;
- a precária autonomia econômica e conseqüente vulnerabilidade ( ou seja, as mulheres dependem da colaboração dos homens para se protegerem do HIV) ;
- a violência doméstica e sexual (mais de um quinto das mulheres afirmam que a sua primeira experiência sexual foi forçada e, além disso, em muitos países mulheres são exploradas através do tráfico humano ou do trabalho sexual)
O uso de preservativos permanece como forma cientificamente comprovada de evitar a transmissão. Não há lógica se pensar ,nos dias de hoje, com a grande liberação sexual, em fidelidade, confiança, “sexo só com meu parceiro” como formas de combate à AIDS. Isso não combate o HIV visto que a maior incidência de casos ocorre entre casados/as.
Vale destacar também a importância do financiamento e a flexibilização das patentes dos medicamentos É preciso mais investimentos do Fundo Global da ONU - não só para os países do continente africano, mas para a América do Sul. A ajuda internacional ainda é escassa, apesar de os indicadores em alguns destes países serem tão alarmantes quanto na África.
A educação, e particularmente um ensino básico de qualidade e completo, confere maior autonomia às jovens e às mulheres e limita os efeitos da desigualdade de gênero. Importante não é só equipar as mulheres com preservativos femininos, mas com habilidades para negociar o seu uso. Permite-lhes ainda entrar em contato com informações sobre aspectos básicos de saúde, incluindo a saúde sexual e saúde para o HIV e Aids, e compreendê-los realmente, o que é essencial para a sobrevivência em um mundo acometido por esta epidemia. Além disso os homens também possuem um importante papel nesse processo certificando-se de que as mulheres ficam menos vulneráveis e respeitando as escolhas das mesmas.
As mulheres representam 50% das pessoas vivendo com o HIV no mundo e 60% da população infectada na África, conforme destacou o documento final da Sessão Especial sobre HIV/Aids das Nações Unidas, realizada em Nova York, no início de junho Entre o grupo de pessoas infectadas com o vírus HIV abaixo dos 24 anos, dois terços são mulheres. Por razões de ordem biológica, as mulheres estão duas vezes mais sujeitas a ficar infectadas com o vírus HIV durante as relações sexuais, do que os homens.
Entretanto foi reconhecido pela ONU que a desigualdade de gênero e todas as formas de violência contra as mulheres determinadas pelas desigualdades de poder construídas historicamente entre homens e mulheres são fator determinante do crescimento da vulnerabilidade feminina à doença. Ou seja o lugar que as mulheres ocupam na sociedade contribui para que sejam mais vulneráveis. Em vários países a mulher não tem o direito de escolher qual o método de proteção que quer utilizar nem controlar se o seu parceiro utiliza preservativo.
Outras questões como a fome, a miséria, a inexistência de mecanismos que efetivem os direitos humanos das mulheres são também fatores intimamente relacionados com a incidência elevada de infectados/as com o vírus
Mas o que foi que realmente levou a essa grande infecção das mulheres com o vírus da AIDS nesses últimos anos?
- a falta de acesso a serviços de saúde específicos (geralmente as mulheres sabem menos que os homens sobre as formas de transmissão do HIV e os métodos de prevenção) ;
- a persistência de padrões culturais e religiosos que interferem negativamente na adoção de medidas preventivas como o uso do preservativo;
- o acesso limitado ao tratamento com anti-retrovirais;
- a precária autonomia econômica e conseqüente vulnerabilidade ( ou seja, as mulheres dependem da colaboração dos homens para se protegerem do HIV) ;
- a violência doméstica e sexual (mais de um quinto das mulheres afirmam que a sua primeira experiência sexual foi forçada e, além disso, em muitos países mulheres são exploradas através do tráfico humano ou do trabalho sexual)
O uso de preservativos permanece como forma cientificamente comprovada de evitar a transmissão. Não há lógica se pensar ,nos dias de hoje, com a grande liberação sexual, em fidelidade, confiança, “sexo só com meu parceiro” como formas de combate à AIDS. Isso não combate o HIV visto que a maior incidência de casos ocorre entre casados/as.
Vale destacar também a importância do financiamento e a flexibilização das patentes dos medicamentos É preciso mais investimentos do Fundo Global da ONU - não só para os países do continente africano, mas para a América do Sul. A ajuda internacional ainda é escassa, apesar de os indicadores em alguns destes países serem tão alarmantes quanto na África.
A educação, e particularmente um ensino básico de qualidade e completo, confere maior autonomia às jovens e às mulheres e limita os efeitos da desigualdade de gênero. Importante não é só equipar as mulheres com preservativos femininos, mas com habilidades para negociar o seu uso. Permite-lhes ainda entrar em contato com informações sobre aspectos básicos de saúde, incluindo a saúde sexual e saúde para o HIV e Aids, e compreendê-los realmente, o que é essencial para a sobrevivência em um mundo acometido por esta epidemia. Além disso os homens também possuem um importante papel nesse processo certificando-se de que as mulheres ficam menos vulneráveis e respeitando as escolhas das mesmas.
IVANBERG FONTOURA
isfontoura@yahoo.com.br
71-88621298
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