O Brasil necessita diariamente de 5.500 bolsas de sangue.A doação de sangue é segura e não demora mais de 1/2 hora. Todo o material utilizado é descartável e oferece total segurança ao doador de sangue.
A grande maioria das pessoas só doa sangue quando alguém pede. Essa afirmação reflete duas irresponsabilidades do sistema de saúde: a primeira está relacionada à inexistência de sangue estocado em condições de uso com segurança, é necessário tecnicamente um intervalo de dias para que o sangue coletado possa ser utilizado e todo cidadão tem direito a isto; a segunda relaciona-se ao tratamento reducionista que as instituições hospitalares dão ao assunto, transformando um problema de ordem coletiva e de interesse de toda a comunidade em uma questão individual ou familiar: a família da vítima ou paciente é transformada em agenciadora de doadores. Isso é um absurdo, pois somos nós, profissionais de saúde, os responsáveis pela organização de campanhas educativas que estimule a sociedade a realizar constantemente a doação. Essa responsabilidade é de todos nós e não podemos simplesmente “cruzar os braços’ e contar com a sorte.
Eu li uma coisa muito interessante em um determinado site específico sobre doação de sangue.”Alguns grupos de pessoas resolvem periodicamente fazer um protesto e para chamar atenção fazem doação de sangue. Torcidas organizadas de clubes de futebol resolveram recentemente fazer uma medida de força em Curitiba no Paraná, cujo parâmetro era a quantidade de sangue que cada torcida conseguisse num certo período. Há na cidade de Canoinhas –Sc uma organização denominada “excursão do sangue”. Eles escolhem uma cidade ou uma entidade e vão até lá, como uma verdadeira excursão, somente para doar sangue.”
Algumas questões influenciam na decisão e disposição de doar sangue. Entre os principais temores podemos citar :- Dependência da doação, ou seja, o indivíduo crê que o ato deverá ser repetido sempre, depois da primeira doação de sangue.- Enfraquecimento orgânico.- Contaminação com doenças infecto-contagiosas.- Tabus, preconceitos populares.- Príncipios místicos e religiosos.- Fobia, comodismo, falta de informações.
Diante dessas questões faz-se necessário que campanhas educativas de combate à esses mitos sejam desenvolvidas e os principais responsáveis somos nós enfermeiros. Além do combate aos mitos é necessário também que os postos de coleta sejam ampliados como, por exemplo, sejam instalados periodicamente em faculdades e outros locais de melhor acesso. Aqui em salvador o posto do HEMOBA encontra-se em um local de dificílimo acesso. Outra questão a ser analisada é a postura dos profissionais. Nós precisamos ser mais bem acessíveis à comunidade, devemos estar disponíveis à sempre dar informações e tranqüilizar as pessoas a respeito dos benefícios da doação.
Enquanto os cientistas não desenvolverem efetivamente um sangue artificial há necessidade da conscientizarão de doar sangue e salvar vidas.
Se você tem medo de doar sangue, pelo menos pode doar qualquer quantia em dinheiro para uma das 50 Melhores Entidades do Brasil. Doe o equivalente ao custo operacional por doador que todo Banco de Sangue tem, aproximadamente, R$100,00.
Ivanberg Fontoura
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