quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Obesidade Infantil


Até bem pouco tempo atrás, criança gordinha, cheia de dobras, era sinônimo de criança saudável, pois a preocupação de pais e pediatras era com a desnutrição. Isso tornou-nos tolerantes socialmente em relação à obesidade, e hoje, mais de 30% dos brasileiros apresentam excesso de peso.
Uma das causas da obesidade entre as crianças é a falta de atividade física. Muitas crianças não estão gastando energia nas brincadeiras próprias da idade, como correr nas praças, andar de bicicleta, subir nas árvores, optando por atividades que não queimam muitas calorias. As crianças ficam em casa, dentro de seus quartos, sentadas ou deitadas na cama, navegam pela internet, assistem vídeos ou estão ligadas nos canais de TV. Sozinho, esse sedentarismo não é causa suficiente para originar a obesidade, mas, se associado a uma alimentação não balanceada, com excesso de calorias, pode transformar a criança em um obeso
A obesidade infantil pode provocar conseqüências danosas à saúde da criança. É um mal que provoca, ainda na infância, problemas de coluna, nas articulações, fere a auto-estima e leva à rejeição social. Ao atingir a fase adulta, pode provocar o aparecimento de diabetes e, segundo estudos realizados no mundo inteiro, também está ligada a vários fatores de risco para doenças do coração, entre eles hipertensão arterial e taxas elevadas de colesterol e triglicérides.
O número de crianças obesas tem crescido nos últimos anos. Estudos demonstram que o número de crianças acima do peso triplicou nos últimos 30 anos no Brasil. Esse crescimento foi detectado nas classes economicamente mais privilegiadas, mas pesquisadores prevêem que aconteça com as crianças o mesmo que ocorreu na população adulta: com o tempo, a tendência é que o problema aumente entre as classes mais empobrecidas. Eles acreditam que a obesidade infantil vai se tornar um problema de saúde pública no país, assim como já ocorre com a obesidade entre adultos e já acontece em outros países, como os Estados Unidos.
Uma pesquisa realizada pela UEFS identificou que crianças obesas ou com sobrepeso apresentam 13 vezes mais chance de desenvolver a doença do que crianças com peso adequado. As que freqüentam escolas particulares também estão entre as mais afetadas. A Obesidade infantil é um importante preditor (antecessor) de obesidade na vida adulta e de vários problemas de saúde, como distúrbios psicossociais, desordens ortopédicas, disfunções respiratórias, diabete melito e hipertensão arterial. No entanto, muitos desses distúrbios têm aparecido já na infância. É o caso da hipertensão arterial, como mostra um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Feira de Santana e da Universidade Federal da Bahia com 701 estudantes com idade entre cinco e nove anos.
Diante dessas questões faz-se necessário que nós, profissionais de saúde, desenvolvamos ações educativas que informe aos pais quais os métodos preventivos para a obesidade infantil.Nas unidades de saúde da família há poucos nutricionistas e quem deve fazer esse trabalho educativo/comunicativo junto a população é o/a enfermeiro/a. Essas ações devem atingir tanto as famílias(pais) quanto as escolas. Muitas vezes os pais precisam mudar seus hábitos tendo uma alimentação mais saudável por exemplo pois não adianta tentar que as crianças corrijam-se sem a colaboração dos adultos dentro de suas próprias casas. As escolas devem investir em trabalhos de conscientização dos alunos a respeito de uma boa alimentação.

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